o moço deitado na esquina,
então é natal?
as moças atordoadas atrás do balcão,
então é natal?
o moço carregando o caminhão cheio de terra,
então é natal?
pessoas loucas no trânsito com suas buzinas e aceleração de segundos,
então é natal?
pra quem é natal?
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
terça-feira, 20 de agosto de 2013
domingo, 11 de agosto de 2013
poema sem título
só, penso sobre o perdão.
e nem nos dias em que
essa time line da vida está
mais falando dele.
o perdão vem.
mesmo quando lembro dos sonhos,
dos pés sobre seus ombros cansados,
o cheiro que tinha dormir sobre seu braço,
inesquecível.
o perdão parece algo que se esconde
no pior da gente,
o cordão umbilical.
é só isso que tenho a lhe oferecer nesses dia
pai.
e nem nos dias em que
essa time line da vida está
mais falando dele.
o perdão vem.
mesmo quando lembro dos sonhos,
dos pés sobre seus ombros cansados,
o cheiro que tinha dormir sobre seu braço,
inesquecível.
o perdão parece algo que se esconde
no pior da gente,
o cordão umbilical.
é só isso que tenho a lhe oferecer nesses dia
pai.
sábado, 20 de julho de 2013
Leito de Inverno

sabe o que é?
parece que virou câncer incurável aquela célula que antes só cumpria sua funções vitais. o que se poderia matar com o simples olhar de um qualquer, agora tá fadado a sessões mil de diariofeticheterapia, só pra causar mais dor, só pra alimentar feridas.
frequento todos os dias uma sala chamada mundo, os procedimentos médicos se iniciam às 06h e nunca terminam.
mentiras recontadas e requentadas duraram uma primavera e meio verão.
terça-feira, 28 de maio de 2013
Jardinagem
Não cobro
nem de mim mesmo
ternura
nunca foi digno de mim
algo tão doentio
Não cavo
nem em mim mesmo
angústias
nunca foi digno de mim
algo tão sincero
Não colho
flores nenhumas
nem suas pétalas
nem seus espinhos
Prefiro dar aos egos
copos de leite.
nem de mim mesmo
ternura
nunca foi digno de mim
algo tão doentio
Não cavo
nem em mim mesmo
angústias
nunca foi digno de mim
algo tão sincero
Não colho
flores nenhumas
nem suas pétalas
nem seus espinhos
Prefiro dar aos egos
copos de leite.
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