sábado, 26 de junho de 2010

como eu disse, vieram todos eles e puxaram o meu tapete, não foi tão lento, mas foi doloroso, muito mais do que eu pensei.

terça-feira, 22 de junho de 2010

segunda-feira, 21 de junho de 2010

sempre chega um momento em que a vida te dá uma puta rasteira.
tô sentindo meu tapete sendo puxado, lenta e dolorosamente.

domingo, 13 de junho de 2010

(in)decisÃO

agora resta o pranto na escuridão
abafado choro adolescente
porque você tá vivendo
o ontem
num agora doloroso.
vai lá
grita baixinho
debaixo dos cobertores
__ indecisão,
maldita indecisão
põe a cabeça pesada
no seu travesseiro ensopado
e soca o colchão.
quem sabe assim, a dor se torn
menor menor menor menor menor menor
como no poema
porque o amor,
desse não sabes nada.


terça-feira, 8 de junho de 2010

save yourself, survive

a gente se entrega pra tudo isso porque a gente quer isso. queremos o excesso. queremos a vida mais digna (?), mas intensa. porque a  vida que a gente vive. seja 12 X 36, ou 8 horas por dia, seis dias por semana. necessita de salvação. a gente quer se livrar de tudo isso. a gente tá se salvando de tudo isso. tem gente que se salva na mais pura ignorância, e nem sabe que está se salvando (pessoalmente, eu preferia viver na mais pura ignorância, não pensar em todas as questões do mundo podre, viver na mais remota sociedade, na fazendinha, na rocinha, a que fica mais longe de todo esse lixo), mas a gente pensa, a gente pensa demais,
eu vos te falar no que ando me salvando...
eu me salvo lendo a ryane leão, a dolores del fuego, a giovanna, a valentina, a fhâesa niesen, a aline gonzales, a gabriela garcia, o empoeradolp e tudo o que ele escreve do caio f. (tão fascinante), do buck, da averbuck, da clarice, do kerouac, do fante, do fernando pessoa, desses maiores e desses maravilhosos marginais (de quem eu mais leio, eu amo, eu amo verdadeiramente,  vivem aquilo que escrevem, eu sei que são verdadeiros, eu sei que apesar de interpretar das minhas mais podres (ou não) formas eu entendo, não vivo, claro, mas eu sei que cabem bem na gente um "não tenho medo do meu fim (...).embora o caminho mais evidente também não me interesse." , um  "Que a sua garra e coragem me guiem pelo caminho que escolhi." eu tô me salvando nos olhares, palavras dos meus amigos, esses fiéis, que sabem tudo o que eu sou, tudo o que eu vivo, tudo o que eu escolhi pra me salvar. nesses meus amores que eu não sei explicar, nesses meus amores que não sei explicar em palavras, em sentimentos. desses meus amores que eu não sei nem sei se tenho. nesse meu egoísmo. eu não sou escritor, eu escrevo por necessidade. é, eu realmente escrevo por necessidade de vomitar. eu escrevo por necessidade de vomitar isso tudo que há de podre, mágico, horrível que há em mim. 

segunda-feira, 31 de maio de 2010

quarto 801?

no quarto porque é lá que a gente esconde tudo e também desabafa tudo, onde a gente se esconde também, se esconde do mundo. num cantinho ou debaixo dos cobertores. no quarto a gente sonha com pessoas e coisas, sonha com um mundo melhor, tem pesadelos e sonhos irrealizáveis. a gente chora no quarto, a gente ri sozinho. a gente faz amor lá, porque na sala, na mesa da cozinha a gente faz outra coisa, no quarto a gente faz amor. e a gente escreve, cartas de amor ridículas, dramas inexplicáveis. no quarto eu escrevo histórias, minhas histórias inventadas. 801? pura coincidência, não ponho muita fé nos números.

8:49 AM May 30th

foi a primeira vez que eu tive medo. a primeira vez que eu senti meu coração bater mais forte e ver que estava desesperado. foi a primeira vez que eu senti a saudade gritando teu nome. eu te vi escorrendo entre os meus dedos e junto de ti o sangue mais vermelho que eu já vi. eu tive medo de te perder. de nunca mais ver teu rosto, ou pior, de vê-lo e não poder mais tocá-lo. mas eu sabia que tudo o que eu tava sentindo, foi eu mesmo que cativei, foi eu que o criei. eu fiz tudo pra um dia sentir esse medo. e eu o senti.  você pode ser tudo aquilo que me disseram naquela mesa de bar. mas eu vou me deitar sobre o teu peito e acomodar-me sempre que eu quiser, sempre que você disser que quer.