"Tão estranho carregar uma vida inteira no corpo, e ninguém suspeitar dos traumas, das quedas, dos medos, dos choros."
Caio
Eu relembrei-me de quando era criança e brincava de rodar no quintal até quebrar um braço.
Eu me lembrei de correr pela casa, fugindo da surra da mãe.
Eu me lembrei de que a TV só funcionava depois de certo momento.
Eu me lembrei de "Jamanta" cuja brincadeira aqui não posso falar.
Eu me lembrei que sempre tinha sol e eu não brigava por isso e
quando chuva tinha, o perigo era molhar a mesa da cozinha.
Eu me lembrei do bombom, que juro que era um ouro branco
e do tênis, esse eu não me lembro o nome.
Eu me lembrei da primeira bebedeira, precoce,
e ela era por simples felicidade.
Eu me lembrei, que ia pra escola
fazia todos os deveres e jamais jogava bola,
Eu me lembrei que o choro era físico, de dor de fora.
Eu me lembrei do pai, da vó, do vô, dos tios,
me lembrei do que chamam de família.
Eu me lembrei que de tanta coisa,
Aí eu acordei e tinha vinte e um anos.
"Em mim [também] não vejo começo nem fim."
Parabéns À você!
quarta-feira, 11 de maio de 2011
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Trajetória
Transformai-me-ei em teu braço terno
Vontades súplicas de um beijo eterno
Coragem súbita de um ter te aqui
no encontro do chakra quinto
o meu e teu.
Nada mais é sonho
Realidade nítida
E teu lábio quente
Rente ao meu
É sentido vagarosamente
Teu pelo negro
Na minha perna nua
Fortalezas implacáveis
Numa luta crua
De um sentimento alado
Silenciosamente
Teu eu no meu eu
Meu eu no seu eu
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Cela pública
Nós
e nossas mãos dadas,
dedos entrelaçados,
corpos juntos,
afagos nos cabelos
abraços apertados,
sorrisos sinceros,
olhos nos olhos,
boca na boca,
Eles,
olhares incriminadores,
sorrisos sarcásticos,
mente ignorante.
Presos na grande cela
A pública.
e nossas mãos dadas,
dedos entrelaçados,
corpos juntos,
afagos nos cabelos
abraços apertados,
sorrisos sinceros,
olhos nos olhos,
boca na boca,
Eles,
olhares incriminadores,
sorrisos sarcásticos,
mente ignorante.
Presos na grande cela
A pública.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
dói
a saudade tá fazendo uma ferida bem bonita aqui no peito. mas eu sei, ou eu quero saber, que eu ainda tenho alguém que vai cutucar essa ferida bem fundo e fazê-la doer bastante. e me fazer saber que a dor, por mais cruel que seja, significa que nisso tudo, ainda há amor.
sábado, 10 de julho de 2010
mea culpa baby
que culpa eu tenho se minha cama cabe dois e que meus pés nunca mais se esquentaram sozinhos. se meus braços pedem outros braços, abraços quentes, afáveis, apertados. meu peito seco, sujo, sofrido pede peito forte, coração pulsando até quase sair pela boca, pulsando e emanando calor em um eu-tô-vivo-porra pra me fazer acordar de toda essa rotina cansativa. eu não me engano. eu não te engano. eu preciso aprender a perder e esquecer.
Assinar:
Postagens (Atom)
