segunda-feira, 24 de novembro de 2014

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So I wonder where were you
When all the roads you took came back to me
So I’m following the map that leads to you
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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

invento

quando canso
invento um ponto
quanto encanto
invento um traço

traço raso
pontilhado
hiperbólico
parabólico
paralelo
congruente
traço

quando canso
invento um ponto
quanto encanto
invento um traço

de tanto traçar
me acabei em reticência.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

13.08

carrego o peso de ter desistido 
de carregar-te em meus braços
por isso, carrego-te nas palavras.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

desfecho

abriu a porta e saiu correndo para outros braços,
mais altivos e menos escorregadios.
deixou o colchão manchado
e com algum vão a mais, quase inexplicável
foi corrupto desvendando meus olhos
da mais profunda e tranquila escuridão
queimei a vista com o sol que vinha da janela daquele apartamento
vários maços  de cigarros espalhados pelo quarto
como o coração, enganado
tranquei a porta e me deitei nu
sobre a minha própria cinza.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

There’s nowhere to run away

There’s nowhere to run away, said:
“Boy if you want love,
You’ll have to go and find it with someone new”
“Do you know who you really are?
Are you sure it’s really you?”
Lies are a funny thing
They slip through your fingertips
Because they never happened to you
Time wounds all the heals
As we fade out of view
(QOTSA)


sexta-feira, 6 de junho de 2014


terça-feira, 8 de abril de 2014

Keys on Door

a porta esteve trancada por muito tempo e de repente ela se abriu de um sobressalto fazendo tremer todos os móveis da sala e os órgãos do corpo. manso, entrou sem dizer nenhuma palavra e permaneceu sentado no assento mais próximo da saída, como quem diz que sairá logo. não saiu. permanece a rodar a chave no dedo indicador infinitamente, fazendo aquele barulho que já não me sai da cabeça.
eu, que me aprontara todo pra sair e ir trombar as pessoas nas ruas cheias, mesmo que elas, elas mesmas, as pessoas, permanecessem vazias, como disse a poeta amiga, desisti da saída, perdi todo o tesão e me sentei no parapeito da janela fumando meus cigarros enquanto olhava atentamente aquelas chaves fazendo círculos infinitos como a fumaça do cigarro batendo no teto branco. minhas poucas ações resultaram em copos de água, ora cheios, ora vazios, mais nada.
tranque essa porta, por dentro ou por fora. há maços de cigarro para vida inteira aqui.