terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

álcool, amor e maconha.
as felicidades se encontram em momentos oportunos
em ordem alfabética.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Oh my old friends

queria acreditar que todos os goles eram de pura felicidade e esquecer metade da madrugada era consequência de não sentir mais nada.
na conversa com os old friends percebeu as próprias mentiras e que aquilo tudo era por medo.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

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So I wonder where were you
When all the roads you took came back to me
So I’m following the map that leads to you
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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

invento

quando canso
invento um ponto
quanto encanto
invento um traço

traço raso
pontilhado
hiperbólico
parabólico
paralelo
congruente
traço

quando canso
invento um ponto
quanto encanto
invento um traço

de tanto traçar
me acabei em reticência.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

13.08

carrego o peso de ter desistido 
de carregar-te em meus braços
por isso, carrego-te nas palavras.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

desfecho

abriu a porta e saiu correndo para outros braços,
mais altivos e menos escorregadios.
deixou o colchão manchado
e com algum vão a mais, quase inexplicável
foi corrupto desvendando meus olhos
da mais profunda e tranquila escuridão
queimei a vista com o sol que vinha da janela daquele apartamento
vários maços  de cigarros espalhados pelo quarto
como o coração, enganado
tranquei a porta e me deitei nu
sobre a minha própria cinza.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

There’s nowhere to run away

There’s nowhere to run away, said:
“Boy if you want love,
You’ll have to go and find it with someone new”
“Do you know who you really are?
Are you sure it’s really you?”
Lies are a funny thing
They slip through your fingertips
Because they never happened to you
Time wounds all the heals
As we fade out of view
(QOTSA)


sexta-feira, 6 de junho de 2014


terça-feira, 8 de abril de 2014

Keys on Door

a porta esteve trancada por muito tempo e de repente ela se abriu de um sobressalto fazendo tremer todos os móveis da sala e os órgãos do corpo. manso, entrou sem dizer nenhuma palavra e permaneceu sentado no assento mais próximo da saída, como quem diz que sairá logo. não saiu. permanece a rodar a chave no dedo indicador infinitamente, fazendo aquele barulho que já não me sai da cabeça.
eu, que me aprontara todo pra sair e ir trombar as pessoas nas ruas cheias, mesmo que elas, elas mesmas, as pessoas, permanecessem vazias, como disse a poeta amiga, desisti da saída, perdi todo o tesão e me sentei no parapeito da janela fumando meus cigarros enquanto olhava atentamente aquelas chaves fazendo círculos infinitos como a fumaça do cigarro batendo no teto branco. minhas poucas ações resultaram em copos de água, ora cheios, ora vazios, mais nada.
tranque essa porta, por dentro ou por fora. há maços de cigarro para vida inteira aqui.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

one step a time, one step a time, one step a time...
repetia pra si mesmo copiosamente, a frase que só agora fazia todo o sentido.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Incrível
encontrar paz
no centro da tempestade.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Extranjero

Nos sonhos as coisas se tornam mais reais do que nos encontros casuais em que ele sempre quebra o pescoço no sentido contrário do outro evitando a troca de olhares. Nos sonhos o rosto dele parece visível em cada traço e não mais no embaçado do real, vultuoso e insensível. Os dentes cerrados e miúdos demonstram uma quase insatisfação, a boca com seu lábio superior ressacado e o outro mordido pelos stress, de que tanto o outro reclama. A barba por fazer cobre a metade do rosto e no sonho é possível sentir cada pêlo arranhando suavemente a pele lisa do rosto do outro. Os olhos redondos de um castanho único que sempre brilhava mais com o sol que batia direto da janela da cozinha nas tardes de sábado, rodeados por leves tons negros eram ora grandes como jabuticabas numa versão castanha, ora pequenos cobertos quase totalmente pelos cílios. 
Olhando diretamente respondeu mal a pergunta matinal do outro:

Dois pães amor?
Claro!

Acordou sem nenhuma mágoa desse mau humor matinal dele. Riu-se todo do feito e repetiu para si mesmo - Memórias, memórias, memórias. De tudo só restam memórias.

Ahora soy (yo) um forastero
Mirándote girar
Deseando ahora no ser
(mas) Extranjero



terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Então é Natal?

o moço deitado na esquina,
então é natal?
as moças atordoadas atrás do balcão,
então é natal?
o moço carregando o caminhão cheio de terra,
então é natal?
pessoas loucas no trânsito com suas buzinas e aceleração de segundos,
então é natal?
pra quem é natal?


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Caminhos e Sonhos

cruzou   caiu
       (n)os
sonhos    caminhos

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

de qualquer modo,
se você não vem
eu te invento.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

procurando não encontrar
encontrei
um rastro
um click
um suspiro e um sorriso.

domingo, 11 de agosto de 2013

poema sem título

só, penso sobre o perdão.
e nem nos dias em que
essa time line da vida está
mais falando dele.
o perdão vem.
mesmo quando lembro dos sonhos,
dos pés sobre seus ombros cansados,
o cheiro que tinha dormir sobre seu braço,
inesquecível.
o perdão parece algo que se esconde
no pior da gente,
o cordão umbilical.

é só isso que tenho a lhe oferecer nesses dia
pai.

sábado, 20 de julho de 2013

Leito de Inverno






sabe o que é?
parece que virou câncer incurável aquela célula que antes só cumpria sua funções vitais. o que se poderia matar com o simples olhar de um qualquer, agora tá fadado a sessões mil de diariofeticheterapia, só pra causar mais dor, só pra alimentar feridas.
frequento todos os dias uma sala chamada mundo, os procedimentos médicos se iniciam às 06h e nunca terminam.
mentiras recontadas e requentadas duraram uma primavera e meio verão.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Jardinagem

Não cobro
nem de mim mesmo
ternura
nunca foi digno de mim
algo tão doentio

Não cavo
nem em mim mesmo
angústias
nunca foi digno de mim
algo tão sincero

Não colho
flores nenhumas
nem suas pétalas
nem seus espinhos
Prefiro dar aos egos
copos de leite.

segunda-feira, 6 de maio de 2013


Você produz raiva, confusão, tristeza e dor
Prova que o ciúme é só o estrume do amor